Servidores da UFF entram em greve

Por Redação em 11/10/2018 às 11:08:11

Servidores técnicos-administrativos da Universidade Federal Fluminense (UFF) estão em greve desde a última quarta-feira (10). A decisão foi tomada em assembleia no prédio da reitoria no dia 3 deste mês. A categoria é contra o aumento da carga horária semanal dos trabalhadores de 30 para 40 horas; o ponto eletrônico e as mudanças de escala de trabalho no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). Além disso, luta pela revogação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) na UFF e por concurso público RJU para as vagas ociosas do HUAP.

"A paciência da categoria se esgotou diante da falta de responsabilidade e diálogo da reitoria. O reitor da UFF mostrou total desrespeito à categoria e falta de palavra ao desmontar a comissão paritária e publicar uma portaria retrocedendo o debate da setorização das 30 horas que, junto ao ponto eletrônico, é uma ameaça iminente a um direito conquistado há mais de três décadas", afirmou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense (Sintuff).

Sobre o aumento da carga horária, o atual reitor da universidade, Sidney Mello, alegou que foi realizado por imposição jurídica. Os servidores foram categóricos ao afirmar que "isso é uma mentira descarada, uma artimanha vergonhosa do reitor. Segundo a legislação a responsabilidade de determinar a jornada de trabalho é da administração máxima da instituição e não de direções de unidades e chefias de setores, ao contrário do que está na portaria assinada por Sidney Mello", explicou o sindicato.

Outra questão debatida foi a inclusão do ponto eletrônico por biometria que os servidores alegam que é um gasto incompatível com a realidade da universidade. Os servidores sugerem a destinação dessa verba à prevenção de incêndios e que o controle de frequência seja feito com a chefia imediata. O SINTUFF listou os problemas deste modelo de controle. "No HUAP, quando encerrado o horário de trabalho na biometria para dezenas de profissionais que estão a atender um paciente, como proceder? O funcionário larga o paciente e corre para bater o ponto?", questionou.

Segundo a categoria, o reitor pretende deslocar as vagas de concurso público, que a UFF tem direito a abrir para o HUAP, para outros setores por problemas de política interna. "Essas vagas não podem ser utilizadas para jogo político", lamentou.

O próximo ato está marcado para esta terça-feira (16), em frente à reitoria da UFF, em Icaraí, em prol da manutenção do acordo de greve de 2016, manutenção da portaria de 2016 e da comissão paritária das 30 horas.

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