Ele tem uma das vozes mais conhecidas do bairro Calabar. E terá um papel muito importante na pacificação da comunidade. Clélio Araújo trabalha na rádio comunitária e costuma transmitir mensagens que são ouvidas por todos os moradores. O foco, ele garante que está voltado para o lado social.

A rádio comunitária funciona em uma salinha ao lado da associação de moradores. Aproveitei um intervalo nos programas da rádio e conversamos um pouco sobre a chegada da Base Comunitária na comunidade, que está sendo chamada de UPP Calabar.

Segundo Clélio, a relação com a polícia já está diferente. Se antes os moradores não paravam nem para falar com os homens de farda, agora já existe até um relacionamento próximo. Não é difícil encontrar policiais e moradores conversando animadamente pelas ruas do Calabar.

– Os moradores estão com a expectativa de algo bom. Com a chegada da política pública, a entrada da polícia será numa boa, todos vão aprovar – garante ele, que conhece quase todos os moradores da comunidade pelo nome.

Aproveitei então para tentar entender um pouco sobre a violência na comunidade. Como ela funcionava e o que vai mudar com a presença da polícia.

Clélio me disse que antes da pacificação eles tinham problema, mas que não era nada tão grave como as pessoas costumavam dizer. Uma prova disso seria a ocupação sem troca de tiros.

A chegada de políticas públicas é hoje a grande necessidade dos moradores. O sonho é capacitar os jovens para trabalharem na Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos.

– Queremos que as crianças que hoje a gente pega no colo, estejam amanhã com um futuro bom, sem envolvimento com o tráfico de drogas. Queremos qualificar os jovens para aprender inglês e espanhol e trabalhar durante a Copa do Mundo ou as Olimpíadas – finalizou Clélio.

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