Antes mesmo de os pais se separarem, fisicamente, cada um ir para o seu lado, existe a separação psicológica ou emocional, essa em sua maioria leva a muitas brigas e desentendimentos em caso mais graves até a agressão física. Nessa situação, os filhos sofrem demais, pois tanto o pai com a mãe (ou quem desempenha um desses papeis), são pessoas que a criança ama e precisa muito. O bebezinho também consegue perceber o clima tenso que fica no ambiente, e tem a sensação de que alguma coisa está errada, mesmo não tendo ainda a capacidade de compreensão, o bebe expressa esse sentimento com o choro e algumas alterações fisiológicas, como aumento da pressão arterial e do batimento cardíaco.

Sempre a separação será um impacto muito forte para a criança, mesmo que esteja presenciando a infelicidade dos pais. Crianças na pré-escola, apresentam ainda mais a negatividade da separação por ainda não possuir maturidade biológica para compreender. O sentimento em relação a separação dos pais é diferente cada faixa etária da criança. Com dois anos a criança poderá desenvolver, atitudes medrosas, e uma regressão, a criança de quatro ou cinco anos, podem entender a separação como temporária, como se fosse as brigas que tem com os amigos, da mesma idade, a criança de seis ou sete anos, sentem se culpadas pela situação, acreditam ter feito alguma coisa para que os pais tivessem se separados. Acabam então se sentindo responsáveis pela reconciliação dos pais, merecendo ser punida ou sofrer caso não tenha dado certo.

Em idade escolar a criança tem uma compreensão maior do que está acontecendo com seus pais, mas isso não isenta muitas vezes de se sentirem abandonadas e com raiva dos pais. A consequência é vista no rendimento escolar que é baixo, comportamentos impulsivos, desrespeitosos, além de muita ansiedade e dependência.

Os primeiros anos de separação sempre é o mais difícil. Tanto para o casal como para a criança. Geralmente o orçamento diminui, o que gera algumas modificações. Os problemas desse primeiro ano são muito intensos. A criança pode apresentar- se triste, desobediente, rebelde, agressiva, poderá ter insônia ou pesadelos. Porém muitas vezes para a saúde mental e física da criança é melhor que os pais tenham se separados e ela viva com um deles, do que ser criada em um lar onde brigas são constantes, desentendimentos, agressões e gritos.

A criança seja de que idade for, sente se o ambiente está ou não tenso, consegue perceber as mudanças que estão ocorrendo, por isso é necessário que se fale para criança o processo de separação que os pais estão passando, claro que numa linguagem em adequada à sua idade. O motivo pelo qual se separaram é importante que se diga para que a criança não carregue consigo o sentimento de culpa.

Os pais separados não precisam manter vínculos de amizades, mas de respeito principalmente na frente da criança, para que a mesma se sinta segura, e que os mesmos tratam de assuntos sobre a educação do filho(a). Os pais devem conversar com a criança explicando que adultos comentem erros, e que não são perfeitos, que o que aconteceu entre eles não vai mudar o sentimento que tem pela criança. Isso é importantíssimo para que a criança aceite esse processo sem se sentir jogada ou abandonada.

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